sexta-feira, janeiro 15, 2010

O poder dos blogs

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, acaba de lançar seu blog, seguindo o exemplo de outros governadores, como José Serra, Sérgio Cabral, Aécio Neves e Jacques Wagner, que contabilizam resultados positivos dessa relação direta com o público.
Por que os blogs são tão atraentes e demonstram tanto poder?
Em uma definição genérica, o blog é uma página da web, de fácil manipulação, fácil atualização e inserção de conteúdo, o que o torna uma fonte de informação especializada ou simplesmente um diário on-line disponível ao acesso público.
O blog proporciona um poder de comunicação bidirecional instantâneo, com um alto valor agregado, porque possui leitura agradável, custa muito pouco, é de fácil navegação, disponibiliza a troca de comentários e links, é personalizado e permite a criação de uma comunidade em torno de um tema ou de uma pessoa, uma fonte de informação sobre determinado assunto.
Os blogs podem ser usados para intensificação de ações de relações públicas, pois possuem uma comunicação aberta e de fácil acesso para jornalistas e mídia em geral.

Muitos opõem o Twitter aos blogs tradicionais, o que é um erro.
O Twitter tem origem nos blogs, mas, pela facilidade de acesso, redução de conteúdo e pelo uso diversificado, parece outra coisa. Aliás, a definição “micro-blog” usada para o Twitter ajuda a circunscrever o escopo de sua relação direta com os blogs tradicionais. O Twitter é o blog que tem pressa.
Blog é uma poderosa ferramenta de mídia, pois, ao mesmo tempo em que abre informação e cria em torno de si uma rede de usuários, simultaneamente agrega valor e fortalece marcas e imagens, tornando-a quem assina o blog uma referência no assunto ali abordado.
O que os blogs compartilham com a mídia tradicional é seu “poder de influência”, que tanto pode ser limitado a um punhado de fãs incondicionais quanto atingir centenas de milhares de pessoas todos os dias. Há casos em que os blogs especializados têm mais leitores do que, por exemplo, algumas revistas setoriais impressas.
Diferentemente de um website, o blog possui uma característica informal. Isso torna a leitura agradável, já que o excesso de formalidade poder dificultar a interação com público. O blog é, por natureza, um espaço de opinião e não uma vitrine virtual com finalidade exclusiva de promover uma publicidade direta.

Não anistie os torturadores

Para assinar o Manifesto contra a anistia aos torturadores da ditadura militar, acesse este link: http://www.ajd.org.br/contraanistia_port.php
Aqui, a íntegra do Manifesto.
APELO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO ANISTIE OS TORTURADORES!
Exmo. Sr. Dr. Presidente do 
Supremo Tribunal Federal
 
Ministro Gilmar Mendes

Eminentes Ministros do STF: está nas mãos dos senhores um julgamento de importância histórica para o futuro do Brasil como Estado Democrático de Direito, tendo em vista o julgamento da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que requer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, pois eles não cometeram crimes políticos e nem conexos.
Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia.
O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os carrascos da ditadura militar e é de rigor que seja realizada a interpretação do referido artigo para que possamos instituir o primado da dignidade humana em nosso país.
A banalização da tortura é uma triste herança da ditadura civil militar que tem incidência direta na sociedade brasileira atual.
Estudos científicos e nossa observação demonstram que a impunidade desses crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra as populações pobres.
Afastando a incidência da anistia aos torturadores, o Supremo Tribunal Federal fará cessar a degradação social, de parte considerável da população brasileira, que não tem acesso aos direitos essenciais da democracia e nesta medida, o Brasil deixará de ser o país da América Latina que ainda aceita que a prática dos atos inumanos durante a ditadura militar possa ser beneficiada por anistia política.
Estamos certos que o Supremo Tribunal Federal dará a interpretação que fortalecerá a democracia no Brasil, pois Verdade e Justiça são imperativos éticos com os quais o Brasil tem compromissos, na ordem interna, regional e internacional.
Os Ministros do STF têm a nobre missão de fortalecer a democracia e dar aos familiares, vítimas e ao povo brasileiro a resposta necessária para a construção da paz.
Não à anistia para os torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar.
Comitê Contra a Anistia aos Torturadores
PRIMEIRAS ASSINATURAS
Antonio Candido de Mello e Souza 
- crítico literário

Helio Bicudo 
- jurista e ex-membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Chico Buarque de Holanda 
- cantor e compositor

Leandro Konder 
- filósofo

Fábio Konder Comparato 
- professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

José Celso Martinez Corrêa 
- dramaturgo, presidente da Associação Teatro oficina Uzyna Uzona

Frei Betto 
- frade dominicano e escritor

Maria Rita Khel 
- psicanalista

Maria Victoria Benevides 
- professora USP

Michael Löwy 
- sociólogo (CNRS – França)

Milton Hatoum 
- escritor

João Pedro Stedile 
- coordenador do MST

Marilena Chauí 
- filósofa e professora da FFLCH a USP

Morre Daniel Bensaid

A esquerda socialista perde um de seus mais brilhantes pensadores ainda em atividade. Faleceu Daniel Bensaid, filósofo, militante político e dirigente do NPA (Novo Partido Anticapitalista) da França, organização que surgiu a partir da fusão da Liga Comunista Revolucionária (LCR) com pequenos grupos de esquerda.
Reproduzo aqui nota publicada por Franciso Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda de Portugal, sobre a morte de seu companheiro de militância e amigo:

"Nascido em Toulouse há 64 anos, foi um dos dirigentes mais destacados do Maio de 68, sendo um dos iniciadores do Movimento 22 de Março, ao lado de Cohn Bendit e de outros ativistas.
Fundador da LCR francesa e depois do NPA (Novo Partido Anticapitalista), Bensaid acompanhou directamente a revolução portuguesa colaborando com a LCI e PSR e participando em comícios e outras actividades políticas nos anos de 1974 e 1975 e posteriores. Teve uma intensa cooperação com o Bloco de Esquerda desde a sua criação.
Publicou vários livros de ensaio político, de debate e de filosofia, sobretudo sobre Karl Marx, Walter Benjamim e o pensamento socialista contemporâneo, e afirmou-se como um dos mais importantes pensadores revolucionários dos anos do combate ao Império, à guerra e ao liberalismo selvagem que é o capitalismo realmente existente.
Foi também um amigo e um camarada, e lamento profundamente o seu desaparecimento. A paciência impaciente das suas ideias é um convite à resistência e à rebeldia: assim foi Daniel Bensaid, até ao fim, na luta contra a doença como na luta pela vida toda".

terça-feira, janeiro 12, 2010

Quem tem medo dos Direitos Humanos

O programa de Direitos Humanos apresentado pelo Governo Federal prevê, entre outras diretrizes, a consolidação de modelo de desenvolvimento sustentável com inclusão social e econômica e ambientalmente equilibrado, integração democrática entre Estado e sociedade civil, garantia de direitos humanos de forma universal, promoção dos direitos de crianças e adolescentes e combate às desigualdades estruturais.
Também prevê a transparência e participação popular no sistema de segurança pública e justiça criminal, prevenção da violência e profissionalização da investigação de crimes, garantia dos direitos de vítimas de crimes e proteção das pessoas ameaçadas, modernização da política de execução penal, melhoria do sistema penitenciário, prioridade para aplicação de penas e medidas alternativas às penas de prisão e promoção de um sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo.

Então por que a matéria está provocando tanta polêmica?
Simples. Porque religiosos ainda querem impor seus símbolos em ambientes públicos; porque ruralistas ainda querem criminalizar as ações políticas dos movimentos sociais no campo; porque torturadores e executores de militantes de esquerda durante a ditadura militar querem continuar impunes; porque veículos de comunicação querem ser proprietários de concessões públicas de rádio e tevê e não querem se submeter a nenhum tipo de fiscalização e controle, como existe em todo o primeiro mundo.
Para alguns, o Programa Nacional de Direitos Humanos expões o governo a um “desgaste desnecessário”. Para mim, expôs o verdadeiro espírito de esquerda que nutre Lula e seu governo: o de abraçar a boa luta e levantar as polêmicas necessárias para o avanço da cidadania.
Se você é a favor de um estado laico, de inibir a violência no campo e avançar na reforma agrária, de punir torturadores e assassinos fardados ou não e de inibir a ação irresponsável e descontrolado dos órgãos de comunicação, que querem continuar a manter concessões públicas como propriedade privada e hereditária, então você é a favor do Programa Nacional de Direitos Humanos de Lula.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Frase

"Em 2010, a unica coisa mais difícil de vender do que um jornal será uma empresa jornalística." Michael Kinsley

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Deu no New York Times



Weatherproof Garment viu Obama em uma foto utilizando um de seus casacos. Sem pedir autorização, colocaram o homem em plena Times Square e já mandaram um slogan com trocadilho“A leader in style”.
Mas não é só. Para quem ninguém pudesse confundir o modelo na hora de comprar, apelidaram logo a peça de “the Obama jacket” em seu catálogo online.
A foto, que pertence a Associated Press, foi solicitada pelo CEO da Weatherproof em alta resolução. Ele então usou uma lupa para confirmar que o casaco era mesmo de sua marca, verificando o logo e o zíper.
A Casa Branca declarou que não autorizou o uso da foto, e o outdoor provavelmente não vai ficar exposto por muito mais tempo. De qualquer forma, serviu para colocar a Weatherproof Garment no  NY Times.


Postado por Carlos Merigo, no Brainstorm9.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

As Três Peneiras de Sócrates

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates. Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que queres me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres me dizer é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, o que queres me contar não é verdadeiro, nem bom, nem útil. Assim, é melhor que o guardes apenas para ti.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Propaganda sem mídia

Há 10 anos seria impossível acreditar que uma empresa se tornaria um case de sucesso sem ter como base um planejamento de mídia de massa. Atualmente os anuários e publicações especializadas estampam centenas de exemplos de organizações que conseguiram, através de estratégias bem elaboradas e com pouco dinheiro, atropelar concorrentes e serem reconhecidas pelo grande público. Dentre as ações que correspondem à estas empresas, salientam-se terminologias como marketing de relacionamento, marketing viral, marketing promocional e marketing de guerrílha.
Num primeiro momento parecerem termos complexos e difíceis de serem implementados no dia-a-dia, mas na prática, eles representam estatégias de marketing e comunicação extremamente focadas no público alvo, descartando a necessidade de grandes investimentos em compras de espaços publicitários ou mesmo com altos custos de produção.
É claro que a questão de verba pesa. Quanto maior for o investimento, maior será as opções de ações. Porém é possível realizar um planejamento de marketing no-advertising mesmo com pouca verba, principalmente se o que for comunicado for algo inovador. O mais importante é a empresa que está investindo, ter a consciência de que esta abordagem de marketing focado é composta basicamente por um ciclo. Claro que existem organizações que queimam etapas de um processo teoricamente correto, ou por falta de verba para investimento, ou por opção, no entanto sempre aconselhamos desenvolver o plano abordando todas as fases, onde o marketing interno prepara os colaboradores, que serão os disseminadores das informações, passando para o marketing de relacionamento que ajudará a entender a base de dados dos clientes, conhecendo o podendo modificar as suas ações, indo para o conceito de marketing promocional que é a ação externa em si, onde há a possibilidade de expor a marca e produto, e finalmente abordando o conceito de viral e guerrilha que auxiliarão no rumo que estas informações poderam tomar.
Pode-se afirmar que a maior vantagem do marketing focado em relação ao marketing convencional é o uso de canais e ferramentas alternativos à mídia de massa, como por exemplo a TV, possibilitando uma maior interatividade e proximidade da empresa com seus clientes ou prospects. Outra característica intrínseca a esta abordagem é a utilização da Internet como plataforma para atingir o público alvo, sejam através de e-mail marketing ou mesmo do orkut.
Se ainda assim, esta quantidade de conceitos e termos mercadológicos ainda ficou difícil de ser entendido, veja abaixo mais detalhes.


Marketing de Guerrilha


O marketing de guerrilha é formado pelos conceitos táticos. Realizar ações de alto impacto na sociedade, atreladas a um trabalho de assessoria de imprensa que gere notícias vinculadas a uma marca e/ou um produto, em forma de mídia espontânea.


Marketing Viral


O conceito do marketing viral é de um vírus que se espalha de forma invisível e incontrolável. São ações não-comerciais, onde a venda de um produto ou serviço não é explícito, acontecendo como conseqüência das informações que são geradas. Algumas ações de marketing viral: construção e manutenção de blogs e fotologs, mobile marketing (SMS), ações no orkut, criação de hot sites, participações em grupos de discussão, entre outros.


Marketing Promocional


Marketing promocional envolve algumas ações como blitz, eventos, feiras, merchandising, PDV, entre outros.


Marketing de Relacionamento


O objetivo do trabalho de marketing de relacionamento é trabalhar a base de dados dos clientes. Através de ferramentas de CRM e marketing direto, é possível rastrear e segmentar os clientes de acordo com ticket-médio, posição social, posição geográfica, equipe de vendas, etc.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Dúvida mercadológica

Será que o grupo Pão de Açúcar comprou as Casas Bahia em 17 vezes sem entrada e sem juros? 

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Polêmica campanha anti-Aids

Simbolizando a morte, a imagem do ditador alemão Adolf Hitler está sendo usada numa campanha de rua para alertar contra os perigos do sexo desprotegido e da aids, com a legenda: “A aids é um assassino em massa”, numa referência ao conceito do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que cunhou o termo “armas de destruição em massa” no estágio prévio à invasão do Iraque.
 A ideia foi de uma agência de publicidade alemã chamada Das Commitee, que criou cartazes semelhantes com outros ditadores, como o líder georgiano Josef Stalin ou o iraquiano Saddam Hussein.
Em todo o mundo, campanhas publicitárias com referência a doenças sexualmente transmissíveis ganham um ar sensacionalista, mas em geral recorrentes. É preciso admitir que, embora de gosto duvidoso, a campanha da Das Commitee dá o recado.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Renovando o logotipo




Cérebros à venda

Alguns suíços criativos juntaram-se para abrir uma loja chamada BrainStore. Sim, é isso mesmo. Uma loja onde você pode entrar e comprar... idéias. Se você estiver com pressa, recebe as idéias na hora. Se não, eles mandam depois para você. Criada por Markus Mettler, a loja de idéias nunca diz não a qualquer tipo de trabalho criativo – desde o que dar de presente para sua mãe até embalagens para novos produtos e lançamentos. O formato é inovador. O conceito não. As agências de propaganda fazem isso desde o século XIX. 


48 Dicas de Marketing. Inteiramente grátis.



1. O pedido mais importante que você recebe do cliente, é o segundo.
2.      Em mala direta, despenda 10% do seu orçamento em teste.
3.     Compreensão e adaptação à motivação e ao comportamento do cliente não é uma opção, mas uma absoluta necessidade para sobrevivência competitiva.
4.     Um bom catálogo dirigido a um público qualificado, provavelmente trará uma resposta de 1%.
5.     Os custos decorrentes de um pedido, do momento em que ele é feito até seu despacho, devem ser processados e levados em conta. Este custo deve ser mantido abaixo de 10% do pedido.
6.     Conheça o poder da repetição. Assegure-se de que sua mensagem é consistente.
7.     Os dois erros mais comuns que as empresas cometem no uso do telefone é falhar na busca de resultados ou perseguir as coisas erradas.
8.     As atividades de Marketing devem ser planejadas para aumentar lucros, não somente vendas.
9.     Custa cinco vezes mais, vender a um novo cliente do que a um que já existe.
10. Vender o que seu cliente precisa, ao invés do que ele quer, pode levar a empresa à falência.
11. Não pense que a superioridade do produto, tecnologia, inovação ou tamanho da companhia, irá vender por si mesmo.
12. Não negligencie ou ignore o seu atual cliente enquanto persegue novos.
13. As pessoas não compram produtos, elas compram os benefícios e soluções que acreditam que os produtos proporcionam.
14. Qualquer campanha de mala direta custa US$ 1,25 por peça.
15. 96% dos clientes insatisfeitos com uma compra não voltam a procurar o produto.
16. 50% dos clientes que apresentam reclamações farão negócios novamente com a empresa, se as suas reclamações forem atendidas satisfatoriamente.
17. Observa-se que os clientes são mais propensos a falar de suas más experiências, do que das boas.
18. Marketing é um negócio de todos, não importando o título ou a posição na organização.
19. Propaganda exagerada pode produzir expectativas demasiadas que o produto ou serviço      não poderá atender, gerando insatisfação nos clientes.
20. Procure conhecer o seu cliente preferencial - os 20% de usuários que respondem por 80% do consumo total desta classe ou categoria de produto.
21. Os resultados obtidos por contatos telefônicos são aproximadamente seis vezes maiores do que os obtidos por mala direta.
22. As duas maneiras de garantir uma performance superior, são: excepcional cuidado com o cliente através de serviço de qualidade e inovação constantes.
23. A Regra dos Terços: Em um catálogo, um terço da mercadoria venderá muito bem, um terço venderá bem e um terço vai fracassar.
24. Planos apropriados e trabalhos de pesquisa podem reduzir significativamente os riscos de falha do marketing.
25. Existem três fundamentos para as decisões de Marketing: 1) pesquisa, 2)experiência e 3) intuição. Nenhum é completo sem o outro.
26. Os vendedores deveriam despender 25% do seu tempo no mercado, ouvindo e aprendendo de seus clientes.
27. Cerca de 90% de todos os lançamentos de produtos, ou falham ou apresentam pequeno potencial.
28. A chave de manter a fatia do mercado é o profundo e contínuo compromisso com a satisfação do cliente.
29. O contato pessoal (conversa face a face) influencia mais o comportamento do que anúncios ou outras ações conhecidas de marketing.
30. Quanto maior a informação dada visualmente, através da observação ou demonstração direta do produto, maior é o impacto na estimulação do interesse de compra.
31. Ganhar a atenção do cliente é possivelmente o maior desafio que o vendedor encontra
32. A percepção de preço do consumidor é usualmente mais importante do que o preço real.
33. O cliente não depende de você, você é que depende do cliente.
34. Se você não está em contato com o seu cliente, alguém mais vai atrair o interesse dele.
35. Planeje a operação de negócio para a conveniência do seu cliente. Torne fácil fazer negócios com você.
36. Se seu cliente faz perguntas, seu catálogo não está cumprindo seu papel.
37. 40% das pessoas que recebem brindes podem lembrar-se do nome do anunciante por até 6 meses.
38. Os dois grandes erros em Marketing são: gastar demais e gastar de menos.
39. Lembre-se de que pequenas fatias de mercados gigantes podem ser prósperas e lucrativas.
40. Uma mala direta com sucesso dará retorno de pelo menos 2,2 vezes o que você gastou.
41. Identifique as suas vantagens competitivas e então focalize os seus esforços sobre elas.
42. Lembre-se sempre que é melhor prometer menos e oferecer mais.
43. É difícil gerenciar algo que não se pode medir.
44. Desenvolva estratégias de venda de repescagem: modos de vender novamente para os clientes através de atualizações, novas versões e produtos complementares.
45. Se você não pode ser o primeiro em uma categoria de produto, tente criar uma nova, para ser o primeiro nela. Marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções.
46. Ache maneiras de transformar seus atuais clientes em uma força de vendas.
47. A credibilidade e persuasão de seu esforço de marketing, cresce na proporção direta da quantidade de informação específica que você fornece.
48. Trate as transações de venda não como um fim, mas como o início de um relacionamento.


DEMsalão

O jornalista Luis Carlos Azenha deu, em seu blog, uma contribuição iniqualável para testarmos a seriedade da imprensa brasileira. Ele pergunta: "Será que esse dinheiro vai aparecer no jornal nacional?". É a senha para uma resposta que revela a metodologia de dois pesos e duas medidas praticada pelo jornalismo venal e politizado que se pratica no Brasil.
Referia-se aos muitos pacotes de cédulas de cem reais sendo guardados, por assim dizer, com carinho, por diferentes representantes partidários do governo do Distrito Federal, flagrados por uma câmera escondida por um dos membros da quadrilha.
Os videos, que correram mundo na internet, não ganharam o mesmo destaque nos telejornais que ganhou, por exemplo, a imagem de um dirigente dos correios embolsando três mil reais, cena que desencadeou a tentativa de golpe de estado conhecida por "mensalão" - um suposto esquema de compra de votos na câmera federal e no senado, mas que não identificou nem um deputado ou senador que, por ventura, tenha "entregado o produto", ou seja, tenha votado no governo a troco de dinheiro.
Os dois pesos e duas medidas estão nas manchetes dos jornais e tentam amenizar a história, circunscrevendo o caso politicamente ao grupo do governador José Roberto Arruda e geograficamente ao Distrito Federal. Com o PT não era assim. Não foi o PT "de São Paulo" que estava envolvido na suposta compra de um dossiê contra José Serra. Era o "partido do presidente Lula". Com o DEM, ameniza-se a dimensão da crise. Com o PT, amplia-se.
Mas a revista Veja, porta voz da direita brasileira, nacionalizava Arruda quando escreveu sobre o governador do DEM: "Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo".  Era assim que se apresentava o governador que, na opinião da Veja, mostrava-se exemplar: "Numa cidade acostumada a conviver com exibições grotescas de todo tipo de privilégio e desperdício de dinheiro público, o governador chegou pela contramão. Demitiu funcionários, pôs as contas em ordem, tirou camelôs e vans irregulares das ruas, enfrentou grevistas e freou um processo histórico de invasão de terras públicas".
O herói da direita, cabo eleitoral de Serra, agora está no chão. E com ele, o discurso falsamente ético e verdadeiramente conservador que a ex-Arena, o partido da tortura e da ditadura militar, assumiu ao se nominar ironicamente de "Democratas". Sem santos, a não ser os de pau oco, ruiu o discurso da direita moralista. A pose de vestal beijou a lona no ringue virtual no YouTube.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Frase

"Além das mulheres-fruta, o mundo está cheio de gente carambola: azeda, cheia de aresta e que se fatia todo pra parecer estrela". Rosana Hermann

sexta-feira, novembro 13, 2009

O apagão mental da oposição

A mídia, esse ente abstrato mas cuja ação é concreta e objetiva, está em campanha aberta pelo retorno do PSDB ao centro do poder. E entrou no ritmo do vale-tudo.
Eu mesmo já escrevi aqui que uma das táticas é a de anunciar o apocalipse. Só a tática do medo pode levar a população a procurar a salvação no passado, no caso, no PSDB e seus aliados.
A tática do apocalipse é simples: a cada problema (e governar é administrar problemas) que surge no país, o fim do mundo é anunciado e atribuído ao governo. Dias a fio. Horas e horas. E sempre o Armagedon tem um único culpado: o governo Lula e, de uns meses para cá, a ministra Dilma Roussef.
Você deve lembrar. A queda do avião da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já foi atribuída ao governo. A gripe suína já foi atribuída ao governo. As enchentes em São Paulo (fruto da falta de planejamento do governo tucano e da lentidão da administração municipal), também já foram colocadas nas costas do governo federal.
Mas o crescimento econômico, o fato do país ter sido o último a entrar e o primeiro a sair da crise econômica, a elevação do país no índice de desenvolvimento humano ou o aumento brutal da credibilidade internacional do Brasil, nada disso é atribuído ao governo. Esses são, todos, frutos do acaso, da sorte, da proteção divina e das ações "da sociedade civil".
O fim do mundo "da hora" foi a queda no fornecimento de energia em algumas regiões do país.
Antigamente, a imprensa chamava aos cortes do fornecimento de energia elétrica como ocorrido em Itaipu, de blecaute. Assim mesmo, em português. O de agora, atingiu 18 estados com cerca de quatro horas de duração. Logo depois o sistema retornou operante e nenhum outro problema foi registrado.
Tecnicamente, não teve a ver com falta de investimentos ou falta de planejamento do governo federal, com abastecimento insuficiente, mas sim com a falibilidade dos sistemas e um incidente natural: tempestades fortíssimas fizeram cair a rede.
A politização do problema é do jogo, mas nesse curto-circuito a imprensa está com o dedo na tomada. No choque, viu a oportunidade de criar uma confusão conceitual e o blecaute passou a se chamar "apagão", para dar oportunidade à imprensa de usar uma fala recente da ministra Dilma Roussef, na qual ela dizia que o país não corria o risco de voltar a ter um "apagão" - no sentido de voltar a ter racionamento de energia, como há hoje na Venezuela. A fala da ministra foi amplamente divulgada como "prova" de que ela mentia.
Qualquer pessoa bem informada sabe que o incidente de agora não tem parentesco com o patrocinado pelo governo tucano, em 2001, que marcou o início do racionamento de energia (apagão), trouxe prejuízos à economia e fulminou a chance de FHC eleger seu sucessor.
O apagão de 2001, que inaugurou o termo, foi sequela dos reservatórios baixos nas hidrelétricas, da escassez de investimentos em geração e transmissão e da falta de contingência. Até então "apagão" não era sinônimo de blecaute, mas designava o prenúncio de uma forte restrição no fornecimento de energia, um diagnóstico sistêmico de um problema que atravessava toda a estrutura de geração e distribuição de energia elétrica no país, levando a um intenso racionamento com graves conseqüências para a economia brasileira.
Na verdade, ficar horas sem energia elétrica em pleno século XXI por conta de um blecaute não é um “privilégio” do Brasil. Frequentes em países mais pobres, apagões atingiram recentemente milhões de pessoas nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa. O maior dos blecautes recentes, entretanto, aconteceu em 2005, na Indonésia, quando 100 milhões de pessoas ficaram até 12 horas sem energia. 
O blecaute de 2009 não foi "apagão". Foi apenas um blecaute.

Apagão mesmo está sofrendo a oposição. Uma espécie de, por assim dizer, apagão mental. Esse sim, irreversível.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Inteligência no Twitter

Já comentei aqui que o Twitter é a nova lata de lixo da internet. E confirmo. Uma quantidade impressionante de bobagens, algumas disfarçadas de aforismos, prolifera ali sem qualquer mediação. 99,9% daquilo é puro dejeto humano, espécies de hai-kais nutridos a lactopurga. A proliferação da ferramenta parece favorecer aquela sensação ficcional e terrível de que estamos ouvindo tudo o que as pessoas pensam. E isso não poderia dar certo. Afinal, até mesmo os gênios só foram geniais pontualmente.
Mas, como para toda regra há uma contra-regra, ofereço para vocês algumas twitadas inteligentes de Walter Longo, consultor de marketing e um dos dirigentes do grupo NewComm, que reúne diversas agências de publicidade, com destaque para a Y&R, uma das maiores do país.
- Moral é uma uma reflexão sobre o próprio comportamento. Já o moralismo é sobre a vida dos outros. 
- Estudiosos afirmam: numa grande empresa você tem mais chance de ser bem sucedido se errar de vez em quando do que se acertar sempre.
- Fala-se muito de mídia interativa, mas a maioria das pessoas quando está na frente da TV ainda prefere interagir com a geladeira!
- Ao ler um livro de suspense começo sempre pelo meio. Assim, fico curioso duplamente: como vai terminar e também como começou.
- Para polícia bandido é meliante, crime é delito, pessoa é elemento, carro é viatura e faca é instrumento pérfuro-inciso. Que língua é essa?
- Nobre deve ser a vida das pessoas, e não o horário da TV.
- Dizem que, para a mulher, o casamento significa trocar a atenção de muitos pela desatenção de apenas um. Há exceções.
- O futuro não está nos jornais. Na verdade, o futuro está nas coisas que não mudam. É na não-notícia que se percebe o que está por vir.

Caetano, go home!

Em entrevista à jornalista Sonia Racy, o cantor e compositor Caetano Veloso anunciou sua opção pela candidatura de Marina Silva, a senadora que se elegeu pelo PT e recentemente filiou-se ao PV. "Não posso deixar de votar nela", disse o cantor. "Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla. É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro."
Caetano quer ser polêmico.  Aliás, Caetano quer ser intelectual. Já quis ser cineasta, escritor, pintor.  Fracassou em todas essas empreitadas. Deveria ser humilde e voltar a fazer o que gerou sua fama e fortuna:  deveria voltar a ser cantor e compositor. Mas isso não é fácil. O moto contínuo da juventude não existe mais e a experiência da terceira idade o inquieta. Para ganhar o centro da cena, ataca quem tem o que ele não tem mais: popularidade. No caso, o presidente Lula.
A última grande obra de Caetano foi o álbum "Estrangeiro", lançado no distante 1989. De lá para cá, álbuns medíocres, nulidades sonoras, covers e mais covers, alguns absolutamente desnecessários como os das músicas descartáveis de Peninha, Fernando Mendes e Claudinho e Bochecha. Profissionalmente, travou. Politicamente assumiu seu conservadorismo direitista, aliás já revelado em sua ótima relação com Toninho Malvadeza, o coronel baiano também conhecido como Antonio Carlos Magalhães.
Fui ao último show de Caetano em Belém, na Assembléia Paraense e sai quando o "espetáculo" já consumira meia hora de minha preciosa vida. Eu esperava muito, mesmo que parecesse ser modesto. E sai com quase nada. Um lixo.
Displicente, desrespeitoso, Caetano sub-tona, desafina, bate nas cordas de naylon de seu violão como um pedreiro desbasta tijolos e é acompanhada de uma banda de aprendizes, todos jovens moços, bem ao gosto do baiano.
O PT não fez bem em oficializar uma resposta a essa provocação de um artista decadente. Deveria, simplesmente, deixá-lo imerso em sua triste agonia do fim.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Neruda, sempre

É proibido não transformar
sonhos em realidade;
não viver cada dia como se
fosse um último suspiro.

terça-feira, novembro 03, 2009

713 milhões para veicular propaganda ruim

Não mantenho esse espaço para comentar propaganda. Como estou no ramo e tenho agência de publicidade - duas, aliás - seria um tanto tendencioso eu tratar do tema comentando o que outros fazem. Mas, meu deus do céu, como é ruim a propaganda das Casas Bahia, o maior anunciante de varejo do país.
Tradicionalmente, o grupo varejista aplica 3% do faturamento previsto para o mês seguinte, em marketing. No ano passado a empresa comprou R$ 713,169 milhões em mídia, segundo o raking Agências & Anunciantes. Em qualquer quadrante, é muito dinheiro. Então por que essa massa monetária não produz boas idéias e sim barulho e propaganda ruim?
A conta publicitária das Casas Bahia pertence à Y&R, uma das maiores agências do mundo cujo braço brasileiro pertence ao midiático multi-empresário Roberto Justos. O relacionamento entre o cliente e a agência data de 1999, quando então NewcommBates substituiu a house Interjob, responsável pela comunicação do grupo nos 20 anos anteriores. Quando o publicitário Silvio Matos deixou a presidência da agência e o comando da estrutura montada, a pedido das Casas Bahia, na sede da varejista em São Caetano do Sul (SP), o empresário Roberto Justus assumiu a linha de frente da operação e o contato direto com os Klein, dono da rede, até que novos profissionais fossem contatados para a linha de frente da conta. A WPP, sócia de Justus na Y&R, teria pressionando o astro televisivo e publicitário nas horas vagas a aumentar a rentabilidade na conta das Casas Bahia, já que, apesar dos altos volumes investidos, a operação seria pouco lucrativa para a agência por causa dos grandes descontos obtidos na negociação com os veículos.  O que fez Justos? Radicalizou uma fórmula básica e barata de fazer comerciais de varejo: a gritaria baseada na repetição. Uma releitura de Goebbels para vender geladeiras, fogões e móveis horríveis.
A gritaria e a repetição, presentes na propaganda da rede, reproduz, sem mediação, a locução de uma camelô de rua. O tom é estridente. O visual é primário. O volume final é muito alto. Incomoda.
Você poderá dizer "incomoda, mas vende". Essa não é a questão aqui. Não me interessa se ele vende ou não. Não sou acionista da rede. Estou aqui fazendo uma discussão ética. Vale tudo para vender? Sim, eles vendem, mas o fazem ao custo de produzir ruído, de dar um mal exemplo conceitual ("Quer pagar quanto?", a Lei de Gerson dos dias de hoje), de gerar, em escala, a repetição desse modelo de comunicação de camelô em todo o país. Sim, porque esse modelo que move uma estrutura milionária de produção pode ser copiado por qualquer um que tenha um PC velho em casa e uma câmera 3CCD. Não é preciso ser a Y&R para fazer propaganda ruim, não. Ela pode ser feita em qualquer quartinho. E certamente está sendo feita.
Por isso as redes de varejo de todo tamanho e de todo lugar repetem o modelo "Casas Bahia", gerando um ruído ensurdecedor no horário comercial da TV aberta. Não é de admirar que todos estão fugindo da TV para se encontrar na internet e em suas variáveis sempre novas.
Aliás, o barulho só não é total porque há uma exceção. A rede de varejo que eu atendo, o Grupo Formosa. Seguindo a linha de seu fundador, José Oliveira, o grupo parte da lógica de que, quando todo mundo grita, só será ouvido quem falar mais baixo. 
Com apenas duas lojas e fazendo propaganda clean, vendendo conceito, o Formosa tornou-se um dos maiores grupos de varejo do país. Sem grito.